Mais um dia começa e a Sra.
Joana já estava sentada na sala de espera do consultório médico quando um
garotinho e sua mãe entraram. O menino, chamou a atenção porque usava um tapa
olho.
Dona Joana ficou interessada
pelo menino que não parecia ter sido afetado pela perda de um olho.
Ele, no começo ficou sentado
calmamente, brincando no braço da cadeira com dois soldadinhos. Depois, sentou-se no
chão.
E já não aguentando mais, a
Sr.a Joana teve a grande oportunidade de aliviar a curiosidade que fazia
aumentar sua taquicardia e perguntou ao menino o que havia acontecido com o seu
olho. Ele analisou a pergunta e, em seguida, levantando o tapa-olho:
- Não tem nada de errado com
o meu olho. Sou um pirata!
E voltou para a brincadeira com soldadinhos.
A Sra. Joana esta ali porque
havia perdido a perna, do joelho para baixo, quando atravessava a rua na faixa
de pedestre e um carro lhe atropelou.
Sua consulta naquele dia era
para determinar se o joelho já cicatrizara o suficiente para ser encaixado numa
prótese. A perda havia tirado a sua alegria de viver e sentia-se inválida.
Emocionalmente, não conseguia superar este novo obstáculo em sua vida.
Mas foi então que a palavra
“pirata” mudou sua vida. Foi, instantaneamente, transportada. Viu-se vestida de
Long John Silver no convés de um navio pirata, sorrindo em meio a tempestade e
ondas enormes que balançavam o navio. Ainda assim, ela se mantinha firme e
segura.
Naquele momento, a imagem de
inválida foi substituída e sua coragem voltou. Sentiu-se renovada e apenas
diferente do que era antes.
Alguns minutos depois, a
recepcionista a chamou. E, quando se equilibrou nas muletas, o garotinho
percebeu sua amputação.
- Sra – chamou-a. – Cadê sua
perna?
A Mãe do menino, se pudesse,
enfiaria um saco de pão sobre a cabeça.
A Sra Joana, olhou para a
perna mutilada e respondeu sorrindo:
- Nada, ué. Também sou
pirata!
p.s.: a história é real, adaptada a partir da minha imaginação.
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