Dá uma espiada
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Chuva
Um texto escrito à quatro mãos com a amiga Mafalda Maya (@mafaldamaya)
Se eu fosse você, aproveitava e dava aquela espiada no blog dela: Confessionário
Aqui nesta pequena cidade onde o sol parece sempre nascer sorrindo, exceto em época de chuva, tudo parece não mudar, exceto também em época de chuva.
As ruas aqui são planas, exceto onde eu moro. E em época de chuva, posso ver a água correr pela sargeta com velocidade maior que todas as outras ruas da cidade.
É comum chover aqui, talvez mais comum que o sol nascer sorrindo.
Quando chove no fim de tarde, as mulheres correm com as roupas tiradas no varal, as crianças param de brincar e os homens voltam mais cedo pra casa.
Da minha casa, aquela que fica na rua que não é plana, dá pra ver que todos se escondem atrás de vidros gelados enquanto as gotas gordas fazem subir o cheiro da terra.
- Credo essa chuva!
- Todo ano a mesma coisa...
- Que horror!
Mas da minha casa, na rua que não é plana, dá pra ver a praça da igreja. E na praça da igreja, quando sobe o cheiro de terra molhada, aparece uma moça que não está fugindo pra se esconder em casa, atrás dos vidros gelados.
Quando o Sol não nasce, sorridente, e a chuva se derrama na praça a moça vem com balde e bucha. Sobe no banco e começa a se lavar. Atrás dos vidros gelados todos acham maluca, a moça que toma banho de chuva.
A moça, maluca, só canta e se banha. Canta um som de gotas gordas e frescas. Ela gira pra um lado e pro outro e se estica e abaixa para lavar entre os dedos. E dança e canta a moça maluca. Tomando banho de chuva.
Olhando a moça maluca banhando-se na praça ao som das gotas gordas, eu sinto no peito uma taquicardia misturada com agonia de quebrar o vidro gelado e atravessar a sanidade para dançar pela sargeta, onde a água corre mais depressa e numa grosseria de movimentos, até então desconhecida, me molhar para todos os lados, mesmo que se mude a direção. E sigo, enlouquecendo, o quanto me for permitido. Dançando e cantando gotas de banho na chuva gorda. Eu venho dançar com a moça maluca e cantando eu lhe pergunto:
- Moça linda! Posso dançar contigo? Posso?
Ela sorri, encharcada. Eu insisto:
- Por que se banha aqui fora, amor? Por que toma banho na rua? Se não tiver casa, podes vir morar na minha!
A moça maluca parou de dançar, olhou para alto sentindo as gotas gordas caírem na sua face, estendeu os braços e abriu as mãos como se conseguisse segurar cada gota que caía e disse ao alto:
- O que chamas casa? Paredes e janelas? Portas e vidros gelados? Não, essa casa eu não tenho não!
Depois virou-se para mim com gotas gordas escorrendo pela face:
- Onde moro, todo dia é primavera, das portas eu vejo o horizonte, das janelas ouço desejos, do quintal sinto a liberdade que palpita no peito.
Deu alguns passou para trás e com um enorme sorriso finalizou:
- Minha vizinha é a felicidade, que tem me dado bola e anda disputando lugar com a alegria que mora ao lado, mas elas que se resolvam, porque eu quero as duas! Na minha casa tem de tudo, só não tem chuveiro. Mas com essas gotas gordas, quem é que precisa de um? A pele se limpa com água e sabão e qualquer bica serve. A pele se limpa com facilidade. Mas a alma não pode ser lavada em chuveiro, nem tanque, caneca ou balde: pra limpar a alma é preciso rio, mar e cachoeira. Ou chuva! Uma chuva boa de gotas gordas, que caem na pele e se enfiam pelos poros! Uma chuva como esta!
E sorrindo, encharcada, me estendeu a mão:
- Vem comigo!
Se eu fosse você, aproveitava e dava aquela espiada no blog dela: Confessionário
Aqui nesta pequena cidade onde o sol parece sempre nascer sorrindo, exceto em época de chuva, tudo parece não mudar, exceto também em época de chuva.
As ruas aqui são planas, exceto onde eu moro. E em época de chuva, posso ver a água correr pela sargeta com velocidade maior que todas as outras ruas da cidade.
É comum chover aqui, talvez mais comum que o sol nascer sorrindo.
Quando chove no fim de tarde, as mulheres correm com as roupas tiradas no varal, as crianças param de brincar e os homens voltam mais cedo pra casa.
Da minha casa, aquela que fica na rua que não é plana, dá pra ver que todos se escondem atrás de vidros gelados enquanto as gotas gordas fazem subir o cheiro da terra.
- Credo essa chuva!
- Todo ano a mesma coisa...
- Que horror!
Mas da minha casa, na rua que não é plana, dá pra ver a praça da igreja. E na praça da igreja, quando sobe o cheiro de terra molhada, aparece uma moça que não está fugindo pra se esconder em casa, atrás dos vidros gelados.
Quando o Sol não nasce, sorridente, e a chuva se derrama na praça a moça vem com balde e bucha. Sobe no banco e começa a se lavar. Atrás dos vidros gelados todos acham maluca, a moça que toma banho de chuva.
A moça, maluca, só canta e se banha. Canta um som de gotas gordas e frescas. Ela gira pra um lado e pro outro e se estica e abaixa para lavar entre os dedos. E dança e canta a moça maluca. Tomando banho de chuva.
Olhando a moça maluca banhando-se na praça ao som das gotas gordas, eu sinto no peito uma taquicardia misturada com agonia de quebrar o vidro gelado e atravessar a sanidade para dançar pela sargeta, onde a água corre mais depressa e numa grosseria de movimentos, até então desconhecida, me molhar para todos os lados, mesmo que se mude a direção. E sigo, enlouquecendo, o quanto me for permitido. Dançando e cantando gotas de banho na chuva gorda. Eu venho dançar com a moça maluca e cantando eu lhe pergunto:
- Moça linda! Posso dançar contigo? Posso?
Ela sorri, encharcada. Eu insisto:
- Por que se banha aqui fora, amor? Por que toma banho na rua? Se não tiver casa, podes vir morar na minha!
A moça maluca parou de dançar, olhou para alto sentindo as gotas gordas caírem na sua face, estendeu os braços e abriu as mãos como se conseguisse segurar cada gota que caía e disse ao alto:
- O que chamas casa? Paredes e janelas? Portas e vidros gelados? Não, essa casa eu não tenho não!
Depois virou-se para mim com gotas gordas escorrendo pela face:
- Onde moro, todo dia é primavera, das portas eu vejo o horizonte, das janelas ouço desejos, do quintal sinto a liberdade que palpita no peito.
Deu alguns passou para trás e com um enorme sorriso finalizou:
- Minha vizinha é a felicidade, que tem me dado bola e anda disputando lugar com a alegria que mora ao lado, mas elas que se resolvam, porque eu quero as duas! Na minha casa tem de tudo, só não tem chuveiro. Mas com essas gotas gordas, quem é que precisa de um? A pele se limpa com água e sabão e qualquer bica serve. A pele se limpa com facilidade. Mas a alma não pode ser lavada em chuveiro, nem tanque, caneca ou balde: pra limpar a alma é preciso rio, mar e cachoeira. Ou chuva! Uma chuva boa de gotas gordas, que caem na pele e se enfiam pelos poros! Uma chuva como esta!
E sorrindo, encharcada, me estendeu a mão:
- Vem comigo!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Eu não teria essa coragem, essa vontade
Não teria essa liberdade
Impregnada em minha personalidade
Não teria essa liberdade
Impregnada em minha personalidade
Se eu não pudesse voar
não ficaria em paz no travesseiro,
não ficaria em paz no travesseiro,
e me encaixaria em outro contexto
Arrumando novos pretextos...
"Se você quer saber",se eu não pudesse voar...
Eu não seria nem esse texto.
p.s.1: à minha vida, que são as asas que sempre desejei
p.s.2: Renato Pandorf, além de fotógrafo é um grande cozinheiro e amigo também.
p.s.2: Renato Pandorf, além de fotógrafo é um grande cozinheiro e amigo também.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Mais um dia começa e a Sra.
Joana já estava sentada na sala de espera do consultório médico quando um
garotinho e sua mãe entraram. O menino, chamou a atenção porque usava um tapa
olho.
Dona Joana ficou interessada
pelo menino que não parecia ter sido afetado pela perda de um olho.
Ele, no começo ficou sentado
calmamente, brincando no braço da cadeira com dois soldadinhos. Depois, sentou-se no
chão.
E já não aguentando mais, a
Sr.a Joana teve a grande oportunidade de aliviar a curiosidade que fazia
aumentar sua taquicardia e perguntou ao menino o que havia acontecido com o seu
olho. Ele analisou a pergunta e, em seguida, levantando o tapa-olho:
- Não tem nada de errado com
o meu olho. Sou um pirata!
E voltou para a brincadeira com soldadinhos.
A Sra. Joana esta ali porque
havia perdido a perna, do joelho para baixo, quando atravessava a rua na faixa
de pedestre e um carro lhe atropelou.
Sua consulta naquele dia era
para determinar se o joelho já cicatrizara o suficiente para ser encaixado numa
prótese. A perda havia tirado a sua alegria de viver e sentia-se inválida.
Emocionalmente, não conseguia superar este novo obstáculo em sua vida.
Mas foi então que a palavra
“pirata” mudou sua vida. Foi, instantaneamente, transportada. Viu-se vestida de
Long John Silver no convés de um navio pirata, sorrindo em meio a tempestade e
ondas enormes que balançavam o navio. Ainda assim, ela se mantinha firme e
segura.
Naquele momento, a imagem de
inválida foi substituída e sua coragem voltou. Sentiu-se renovada e apenas
diferente do que era antes.
Alguns minutos depois, a
recepcionista a chamou. E, quando se equilibrou nas muletas, o garotinho
percebeu sua amputação.
- Sra – chamou-a. – Cadê sua
perna?
A Mãe do menino, se pudesse,
enfiaria um saco de pão sobre a cabeça.
A Sra Joana, olhou para a
perna mutilada e respondeu sorrindo:
- Nada, ué. Também sou
pirata!
p.s.: a história é real, adaptada a partir da minha imaginação.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
antes que...
post dedicado para quem amo, para quem ama, para quem amou e para quem pretende amar!
p.s.: sim... esse espetinho de cafta é um músculo (rsrs)
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Meu livro de capa laranja
Eu precisava disso. Sim, precisava mesmo.
Ficar horas dentro de uma grande livraria, daquelas com poltronas confortáveis.
E o melhor de tudo é que eu não tinha nenhum título em mente. Queria mesmo era fuçar, mergulhar nas contracapas e deixar que a curiosidade me levasse a comprar algum livro.
Duas horas depois, eu tinha 5 livros nas mãos e precisava, dolorosamente, eliminar 4. Então, comecei os questionamentos para tentar escolher 1.
#Dica: se você é uma pessoa muito indecisa como eu, nunca peça opiniões. A opinião do outro só faz você criar mais questões.
Resolvi ficar com um livro da capa laranja, afinal, eu ainda não tinha nenhum livro com capa laranja. Depois, na fila do caixa, observei melhor a contracapa (eu entrei na livraria buscando contracapas, e não uma capa cor de laranja) e, nela dizia algo INFERNIZANTEMENTE CURIOSO! (no final do post descrevo o que está escrito na contracapa).
E assim... fui embora feliz com meu livro laranja.
Confesso... Laranja não é a minha cor preferida, muito menos a minha fruta predileta, mas, gostei da ideia de andar por aí com um livro laranja.
Comecei a ler. Tudo foi virando imagens. O autor sabe descrever muito bem as cenas. Minha mente ficava tentando entender e descobrir o final do livro antes de chegar ao terceiro capítulo.
#Dica: se você émuito ansioso(a) como eu, leia sempre comendo um chocolate kitkat. Ele ajuda a distrair a mente e esperar o final do post para ler a contracapa.
#Dica: se você é
Após 3 dias, acordei decidida a terminar o livro. Já não aguentava mais de curiosidade.
Saí de casa lendo o livro. Parei para atravessar a rua e aproveitei para ler mais algumas linhas. Ao entrar no ônibus, mergulhei de vez nos últimos capítulos. Tinha que terminar antes de chegara na empresa.
Consegui! Um final brilhante, devassador. Um livro tão extasiante que me fez perder o ponto de descida e fui parar 3 pontos depois da empresa.
Voltei andando, feliz e segurando o meu livro de capa laranja junto ao peito. Ele era meu, e agora eu fazia parte daquela história.
Voltei andando, feliz e segurando o meu livro de capa laranja junto ao peito. Ele era meu, e agora eu fazia parte daquela história.
Pela primeira vez na minha vida, comprei um livro laranja e perdi o ponto que deveria descer. Por isso estou aqui indicando esse livro, belamente escrito, à você.
#Dica: Quando você perder o ponto. Sorria de você mesmo! Além de ser engraçado, ficar nervoso não vai adiantar nada!
Para responder a pergunta que com certeza você deve estar fazendo agora: "Mas do que fala o livro? Infelizmente eu não posso dizer uma única palavra. Este livro deve ser mantido em segredo até você tê-lo em mãos.
Não me esqueci, não. Lá vai a contracapa...
Não me esqueci, não. Lá vai a contracapa...
"Não queremos lhe contar o que acontece nesse livro. É realmente uma história especial, e não queremos estragá-la. Ainda assim, você precisa saber algo para se interessar, por isso vamos dizer apenas o seguinte: Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa fazer uma escolha que envolve vida ou morte. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa… Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está, sobretudo na maneira como a narrativa se desenrola".
Aqui tem uma resenha interessante.
http://chadassete.wordpress.com/category/fica-a-dica/literando/
domingo, 3 de abril de 2011
Meus óculos...
Eu queria ser amiga dos versos e possuir as asas q à imaginação pertecem e alcançar a palavra que possa traduzir o amor que sinto pela Vida mas, do poeta eu só possuo os óculos que ampliam a minha visão e amor também!
terça-feira, 15 de março de 2011
Te levo comigo!
Não! Definitivamente o título deste post NÃO é o refrão da música do Restart. Fique tranquilho(a)!
Na verdade, estava revendo algumas fotos antigas e pude perceber quantas pessoas eu levo comigo.
Tem pessoas que não faço ideia de onde estejam. Outras, sei que neste plano não estão mais, já bateram suas asas. Algumas estão logo ali mas não trocamos nem e-mail. Tem também aquelas que não vejo mas, nos falamos sempre. Ah, tem aquelas que sempre dá um jeitinho e "vezenquando" vem me ver. E, claro, tem aquelas que nos vemos com frequência.
Não importa onde e nem como mas, muitas pessoas EU LEVO COMIGO. E com elas um turbilhão de lembranças, sentimentos, risos, lágrimas, verdades, mentiras, aventuras, descobertas... nosssaaaaaaa, uma infinidade de coisas.
Com certeza, só levaremos desse mundo aquilo que a gente conseguir carregar - dentro em nós. Então me pergunto: Pra que carregar mágoa? Quero é liberar espaço, deixar sair qualquer desentendimento, pra caber mais um pouquinho de gente. Gente que me faz mais gente, que me motiva a ser gente, crente do amor e descrente da solidão. Gente da gente!
Ah... É tão bom ter gente dentro da gente. É vida existindo dentro de nós.
É até divertido saber disso e lembrar de tanta gente.
Você já pensou em quanta gente você leva com você?
Porque eu... eu TE LEVO COMIGO!
p.s.: qdo falo gente, também me refiro aos nossos animais - fiés companheiros.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Uma parte de você
Troca em prosa, para um somar ao outro, esse sentimento repartido.
@RenataStort: Eu parto e tu ficas. Tu ficas e eu parto. Quem de nós, eu ou você, perderemos a melhor parte?
@RenataStort: Eu parto e tu ficas. Tu ficas e eu parto. Quem de nós, eu ou você, perderemos a melhor parte?
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| meu amigo @Pandorf |
@Pandorf: Quando digo que parto é que me reparto: um pouquinho fica com quem fica e, mesmo sem me dar, um pouquinho de quem fica levo.
@RenataStort: Se me deixa uma parte da sua partida. Leve com você a mha outra, não a partida mas, a q se completou com a sua parte repartida.
@Pandorf: Como se explica se parto e levo parte, se reparto e ainda assim cresço, se dôo de mim e assim ainda mais ganho? Como não sumo?
@RenataStort: Sua parte me preencheu. Então a parte q reparte é a sua melhor parte?
@Pandorf: Como se explica se parto e levo parte, se reparto e ainda assim cresço, se dôo de mim e assim ainda mais ganho? Como não sumo?
@RenataStort: Sua parte me preencheu. Então a parte q reparte é a sua melhor parte?
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Eu posso alcançar todos os lugares
A praia que aparece no final do vídeo é a do Guaraú (e o pé é o meu rsrs). Fiquei ali uns 50 minutos imóvel (fisicamente) e em movimento (espiritualmente)!
Rê Stort!
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